quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Infância


Passei um certo tempo distante da minha adorável pagina de internet, e nesse meio tempo pude observar alguns comportamentos de meus amigos, pessoas próximas, e acabei percebendo que eu ainda vivo a minha infância. Nossa. Como fiquei feliz quando me dei conta disso.

Fui conversar com nosso velho amigo Aurélio, o meu grande companheiro. Perguntei a ele o que ele entendia por infância e ele me respondeu: “minha cara amiga, infância nada mais é do que o período da vida do ser humano que vai desde o nascimento até a meninice, são as crianças em geral, o primeiro período da existência de uma sociedade ou de uma instituição, enfim, o começo da existência de alguma coisa” Daí é que me veio a grande ideia “o ser humano está sempre em construção, em mutação, portanto, sempre há o começo da existência de alguma coisa”, então comecei a minha tese.

A melhor fase da vida das pessoas é a infância, porque nela você é inocente e está apenas começando a descobrir tudo aquilo que o mundo o qual você foi inserido pode te oferecer. Você ainda não tem suas opiniões formadas, porque você ainda não conhece muita coisa, e quando você tem seus primeiros contatos é que você melhor aprende a se reerguer. É na infância que aprendemos a nos levantar quando caímos. Todos querem saber andar de bicicleta, alguns vão optar pelos patins, skate talvez, outros vão subir escadas, mas no fim todos irão cair e tentar novamente. Crianças tem o dom e quebrar ossos fazendo arte, e ainda assim não desistem de continuar a fazê-las. Além da questão dos tombos, você aprende a parte da diversão sem fim, acordar e pensar em brincar, fazer coisas que te façam feliz e ainda que seus pais não permitam, você se arrisca, tudo pela sua diversão. Você anda de balanço, corre e é feliz sem se importar o que os outros vão pensar de você, age como quer e bem entende, importando-se com isso e apenas isso.

Quando crescemos, passamos a ganhar com o tempo novos objetivos. Eles muitas vezes nos trazem uma vida entediada, com regras para como devemos ser, o que podemos e o que não podemos fazer, onde devemos ir, pessoas para paparicar e muitas vezes esquecer daquilo que está guardado lá dentro. Daquele órgãozinho que fica do lado esquerdo do peito. Perdemos muito tempo pensando no que vão pensar de nós se sentirmos vontade de subir na gangorra hoje, ou se quisermos dançar como loucos, cantar em meio à uma praça pública... Devemos apenas ter aquela coragem da infância de fazer tudo que pudermos pra nos sentirmos felizes e realizados.

Siga os passos do seu coração. Deixe o que está dentro de você ser liberado. Exponha sua energia, sua vontade de viver, sua alegria e contagie todos à sua volta. :)

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